UMA POR DIA

Só ares

Com o pressentimento político que se lhe conhece, Mário Soares lançou ontem um sério aviso ao PS, através das páginas do “Diário de Notícias”, para as situações de pobreza e de desigualdades sociais, resultantes “deste capitalismo do desastre”, que colocam Portugal num plano tão socialmente desigual e injusto quanto “a América de Bush”.João Paulo GuerraAdvertindo que avisa o PS porque “quem vos avisa vosso amigo é”, Mário Soares sugeriu aos actuais responsáveis socialistas “uma reflexão profunda” sobre a pobreza e as desigualdades em Portugal, que tão notórias se tornaram nos índices europeus, o descontentamento das classes médias, a saúde, a educação, o desemprego. Enfim, com tempo para uma actualização das leituras de esquerda, Soares recomendou aos governantes socialistas que façam o que ele lhes diz e não o que ele fez enquanto governante.Senão, o que é que acontece? Os fundamentos da democracia portuguesa afundam-se em desigualdades pelo menos tão gritantes como as que existiam no tempo do “regime anterior”, uma parte considerável dos portugueses sofre na mais apagada e vil pobreza? A questão não é essa. A questão é que se o PS não apresenta, “rapidamente”, uma simulação de sensibilidade social, uns arezinhos de esquerda – mesmo que sejam só… ares –, “o PCP e o Bloco de Esquerda continuarão a subir nas sondagens, inevitavelmente”. Disse Mário Soares e agora não diga o PS que ninguém o avisou. O grau de empedernimento do PS actual e do respectivo Governo em relação às questões sociais é de tal monta que Mário Soares se sente na necessidade de lançar o aviso. Senão, vêm aí o PCP e o Bloco de Esquerda, o “Gonçalvismo” e o PREC. E depois? Depois o Pai Natal… “pumba”… come o coelhinho…

jpguerra@economic
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1128321.htmlasgps.com

Aconselha-se

A Fome Infame

O escândalo do enriquecimento de alguns à custa da fome e subnutrição de milhões já não pode ser disfarçado com as «generosas» ajudas alimentares. Tais ajudas são uma fraude que encobre outra maior: as políticas económicas neoliberais que há 30 anos têm vindo a forçar os países do Terceiro Mundo a deixar de produzir os produtos agrícolas necessários para alimentar as suas próprias populações e a concentrar-se em produtos de exportação, com os quais ganharão divisas que lhes permitirão importar produtos agrícolas... dos países mais desenvolvidos. Quem tenha dúvidas sobre esta fraude que compare a recente «generosidade» dos EUA na ajuda alimentar com o seu consistente voto na ONU contra o direito à alimentação, votado por todos os outros países.

Artigo completo aqui http://aeiou.visao.pt/Opiniao/boaventurasousasantos/Pages/Afomeinfame.aspx

Soltas... E Com Dono

Em Portugal, um jovem de direita que não seja liberal não tem irreverência. Um velho de direita que continue liberal não tem juízo.

Jaime Gama considera que Alberto João Jardim é "exemplo supremo na vida democrática do que é um político combativo".
Valentim Loureiro e Ferreira Torres ficaram com ciúmes.

Daniel de Oliveira em http://clix.expresso.pt/gen.pl?sid=ex.sections/23493

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Liberais de Conveniência

Ciclicamente aparecem os ideólogos do 'liberalismo de rosto humano' para modernizar a esclerosada direita nacional.

No CDS foi a ala de Pires de Lima que morreu ainda antes de nascer.

Agora, no PSD, é Pedro Passos Coelho. É provável que ganhe o partido, pouco familiarizado com debates ideológicos, mas quando andar à conquista de votos terá de meter a viola liberal no saco.

Na verdade, não faltam liberais em Portugal quando se fala de privatizações de serviços públicos.
Durão Barroso defendeu a privatização da CGD. Passos Coelho também defende. Um esqueceu e outro esquecerá, porque os empresários nacionais precisam de um banco público para as horas difíceis.

Os nossos liberais fazem voz grossa contra a intervenção do Estado na economia mas desaparecem quando se assinam acordos com a Lusoponte ou quando empresas de construção civil financiam os partidos de poder à espera de bons negócios.

Não faltam liberais para flexibilizar as leis laborais.

Mas os liberais somem-se quando administradores decidem para si próprios indemnizações pornográficas que lhe garantem segurança até ao fim da vida.

Não faltam liberais em defesa de impostos mais leves para as empresas. Mas os liberais transfiguram-se para pedir ao Estado que garanta que os 'centros de decisão' não saiam do país.

Em Portugal há apenas liberais de conveniência, de que Passos Coelho é apenas mais um exemplo: há que parecer diferente de Sócrates. Mas não vale a pena levar-se demasiado a sério.

O centrão apenas gere privilégios.

Quando o mais fraco se trama chamam-lhe liberalismo. Quando o mais forte se safa chamam-lhe interesse nacional. Podem aparecer franco-atiradores à procura do seu nicho de mercado, mas depois passa-lhes.

Descobrem que a elite que os sustenta vive há décadas protegida por um mercado condicionado. Não quer menos Estado. Quer o Estado só para si.

Em Portugal, um jovem de direita que não seja liberal não tem irreverência. Um velho de direita que continue liberal não tem juízo.
Consenso cubano
George Bush usou o Parlamento israelita para atacar Obama e compará-lo com Chamberlain. Obama agradeceu. Ter os republicanos reféns de Bush é tudo o que ele precisa. Ter os seus adversários a atacá-lo em visitas ao estrangeiro ainda melhor. O argumento, que McCain acompanha, é sempre o mesmo: Obama é um apaziguador. A acusação foi feita a propósito do Irão, do Hamas e, esta semana, foi a vez de Cuba. Tudo porque Obama tem defendido uma velha invenção da civilização: a diplomacia.

Refém da extrema-direita cubana de Miami, que já levou os EUA a desastrosas aventuras, as sucessivas administrações têm mostrado uma estupidez assinalável nas relações com Havana. As evidências deviam ter feito pensar: o bloqueio a Cuba, de qualquer ponto de vista injustificável, tem dado à família Castro todos os argumentos para manter a retórica de guerra e unir o orgulhoso povo cubano contra o inimigo comum. É fácil de explicar mas tem sido difícil de entender: a democratização cubana nunca passará por um envolvimento directo de Washington e ainda menos dos ressabiados de Miami. Esse é o único consenso em Cuba.

Daniel Oliveira
Via: http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/328727

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Uma Por Dia

Revendedora nos EUA dá revólver para quem compra carro.

Uma revendedora de carros em Butler, no Estado do Missouri, nos Estados Unidos, está oferecendo uma arma de fogo para cada cliente que comprar um automóvel. A promoção Guns and Gas (Armas e Gasolina), da revendedora de veículos Max Motors, dá ao cliente que comprar um carro a chance de escolher entre um revólver ou um cupom de gasolina no valor de U$250. "Até agora 80% dos clientes optaram pelo revólver", disse Walter Moore, um dos gerentes da loja, à rede de televisão KMBC. De acordo com Moore, a loja entrega um certificado ao cliente para receber a arma, que só é entregue após a verificação de sua ficha criminal. Ler noticia

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